Ásia Oriental
Boletim trimestral de informação económica sobre a Ásia Oriental
vol. 2; nº 1; 1º Trimestre/1998

Edição do CEsA - Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento

(continuação)

Breves


Onde pára a crise?

O panorama económico dos últimos meses na Ásia Oriental tem deixado muito a desejar...

O editorial do último número deste boletim foi-lhe dedicado e da sua leitura ressalta que era nosso entendimento, à época em que escrevemos, que os momentos mais graves da crise financeira e cambial estavam perto do seu termo. É evidente que nos enganámos no número de degraus da escada mas também é evidente que o degrau em que parámos estava apinhado... Resta-nos esta (fraca) consolação e a esperança de os que falta percorrer serem muito menos que os já galgados.

Enfim, parece-nos também evidente que a recomendação de que a queda das taxas de câmbio abria novas perspectivas para as relações económicas com a região não foi despropositada se vista pelo lado dos importadores nacionais.

Mas para além deste aspecto, um outro que nos interessa aqui salientar é o de que, algo à revelia do que esperava a maioria dos observadores, a crise cambial e financeira do Sudeste Asiático veio a repercutir-se noutras paragens mais a Norte. Mas atenção: o que se passa actualmente na Coreia do Sul e no Japão não tem como causa fundamental a crise da Tailândia ou da Indonésia. São problemas diferentes que a globalização da economia e os crescentes interesses destes países no Sudeste Asiático, ajudaram a desencadear e a coincidir no tempo. Esperamos que as dificuldades do sistema financeiro japonês não venham complicar tudo ainda mais...

É que a retoma deste e do valor do yen --- bem como, de uma maneira geral, a reanimação da economia japonesa --- parecem essenciais para a recuperação das economias do Sudeste Asiático. Isto é, se o efeito dominó que atingiu toda a região começou no SEAsiático e veio a influenciar a Coreia e o Japão, a retoma económica terá, muito provavelmente, de percorrer o caminho inverso.

A China e a crise cambial na Ásia

Alguns observadores vêm a presente crise cambial da região como o resultado, em parte, da desvalorização do yuan chinês em 1994 e consequente alteração da competitividade relativa da China em prejuízo dos outros países da região.

A ser assim, a recente desvalorização das moedas destes provocou uma alteração daquela competitividade, tornando o yuan relativamente sobreavaliado. Daí os rumores, cada vez mais insistentes, sobre a inevitabilidade da sua desvalorização.

Porém, quando nos lembramos que os destinos do yuan e do HKD estão cada vez mais ligados, dá para pensar na hipótese de ela, a acontecer, arrastar consigo o dólar de Hong Kong. Só que se tal suceder esta Região verá posta em causa a sua função de praça forte financeira da região. Além de que os chineses perderiam a face em relação ao que foi conseguido durante a administração colonial. Serão estes custos aceitáveis para os "senhores da China"? Cremos que não. O que significa que esta tem pela frente um dilema difícil de resolver.

No entanto, enquanto os saldos comerciais forem tão fortemente positivos como têm sido, a decisão não é urgente. Mais, as autoridades chinesas podem decidir aproveitar a ocasião para forçar, indirectamente, o up-grading tecnológico da produção nacional. Isso daria à China a possibilidade de, no que diz respeito à especialização das suas exportações, ultrapassar os países do Sudeste Asiático, agora mais apetecíveis como produtores de bens mais intensivos em mão-de-obra (e menos qualificados) e de transformação dos seus imensos recursos naturais.

 

Alterações nos endereços web do CEsA e do
"Ásia Oriental"

Em Novembro/97 o Centro de Informática /ISEG introduziu alterações na homepage do Instituto. Uma delas foi a dos endereços dos sites do CEsA e deste boletim. Os novos endereços são:

http:\\www.iseg.utl.pt\html\uips\cesa; e


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Última versão: 15 de Janeiro de 1998