Ásia Oriental
Boletim trimestral de informação económica sobre a Ásia Oriental
vol. 2; nº 4; 4º Trimestre/1998 (Out.); ÚLTIMA EDIÇÃO

Edição do CEsA - Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento

(continuação)

China - FICHA INFORMATIVA DA ECONOMIA

Situação política

A estabilidade continua a ser a característica fundamental da vida política do país.

Para além desta, o que há a assinalar não é muito... Talvez o contínuo reforço do poder do Primeiro-Ministro Jiang --- que se tem mostrado um político à altura da sucessão de Deng Xiao Ping --- e o retomar das conversações (discretas e através de representantes oficiosos e não oficiais) entre Pequim e Taipé sobre a evolução das relações entre ambos. Longe vai o tempo do "fogaréu" armado pelos dirigentes chineses no Estreito da Formosa em 1996...

Situação económica

As autoridades económicas chinesas continuam a apostar num crescimento do PIB, em 1998, à taxa de 8%, o que a maioria dos observadores continua a dizer ser impensável, agora mais do que antes devido aos efeitos das cheias.

A isto respondem aquelas autoridades que os efeitos negativos destas serão compensados pelos efeitos positivos do esforço de reconstrução de vastas regiões afectadas que se seguirá de imediato.

O certo, porém, é que durante o segundo trimestre de 1998 a taxa de variação da produção foi de "apenas" +6,2%, tornando virtualmente quase impossível cumprir-se a meta oficialmente definida neste domínio.

Produção

A produção industrial apresentou, em Agosto deste ano, uma taxa anual de crescimento de 7,9%. As cheias que atingiram o país não afectaram significativa-mente este sector. Por outro lado, as necessidades inerentes à reconstrução de vastas regiões poderão constituir um factor de aceleração (ligeira) desta produção. É, em parte, com isso que contam os dirigentes chineses para alcançarem os 8% de crescimento do PIB que prevêm para este ano.

Entretanto, as previsões do JPMorgan são de que o PIB cresça 7% em 1998 e 5,5% em 1999.

Comércio internacional

O saldo da balança comercial do período de 12 meses terminados em Agosto deste ano foi de +46 biliões de USD. As previsões para o total deste ano são de +43,7 biliões USD. Porém, para 1999 alguns analistas prevêem uma forte queda das exportações que provocará o aparecimento do primeiro défice na balança de transacções correntes (-4 biliões USD = -0,4% do PIB) desde há muitos anos.



Inflação

O IPC, que em Abril/97 tinha subido à taxa anual de 3,2%, e que em Abril deste ano se situou nos -0,3% , continuou a ver baixar os seus valores: -1,4% em Julho relativamente ao mesmo mês do ano anterior.

Algumas previsões apontam para uma descida absoluta dos preços em 1998 em 0,7% (+3% em 1999).



Moeda

A M2 aumentou 14,6% no 2º trimestre deste ano em relação ao 2º trimestre do ano anterior. Isto significa uma estabilização da sua taxa de variação.



Taxa de juro

A taxa de juro de curto prazo situa-se actualmente nos 8,1% segundo o The Economist (3/10/98).



Câmbios

Contra ventos (as pressões a que tem estado sujeito o dólar de Hong Kong) e marés (a instabilidade da relação entre o USD e o iene japonês), o yuan lá vai mantendo a sua estabilidade --- cumprindo-se assim a sempre renovada promessa das autoridades chinesas de não desvalorizarem a moeda nacional.

A taxa actual continua a ser de RMB 8,28/USD. Porém, em escudos e graças à recente desvalorização do USD, verificou-se uma apreciável descida do yuan: passou de

PTE 22$60 para 20$05.

Note-se, no entanto, que o JPMorgan prevê uma desvalo-rização para CNY9,25/USD até ao final de 1999.



Reservas cambiais

O volume de reservas cambiais era, em Julho, de 141 biliões de USD, sensivelmente o mesmo valor do final do trimestre anterior.

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Última versão: 15 de Outubro de 1998