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O Índice de Competitividade Global (ICG) dispõe os países em função dos seus níveis de competitividade e faz parte do Relatório de Competitividade Global (RCG).

O RCG é publicado anualmente desde 1979. Analisa e avalia em detalhe a competitividade de uma série de Estados mundiais em que se entende por competitividade: o conjunto de instituições, das políticas e dos factores que determinam o nível de produtividade um país.

O ICG e o RCG dão-nos a conhecer o conjunto de pontos fortes e e fracos, em matéria de competitividade, dos países. Para o Fórum, o RCG e ICG servem para facilitar o entendimento dos factores nucleares determinantes do crescimento económico, contribuindo, desta forma, para um melhoramento das reformas políticas, económicas e institucionais.

Empregando dados oriundos de organismos oficiais e de instituições supranacionais, entre os quais o Fundo Monetário Internacional (FMI) , o Banco Mundial (BM), a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o ICG tem, na sua génese, mais de uma centena de indicadores (116) que possibilitam a contemplação de um número vasto de economias (139). Desta forma, o ICG atesta-se enquanto um índice abrangente em comparação com os seus homólogos.

Por outro lado, os 116 indicadores referidos concretizam-se em 12 pilares de competitividade, que, por sua vez, representam áreas tidas enquanto determinantes de competitividade e que, por seu turno, erguem três sub-índices, o dos requerimentos básicos, o dos factores potenciadores de eficiência e o dos factores de inovação e sofisticação. Naturalmente, o ICG é a média dos três sub-índices.

Os doze pilares são os seguintes: I – instituições, II – infra-estruturas, III – ambiente macroeconómico, IV – saúde e educação primária, V – educação superior e formação, VI – eficiência dos mercados, VII – eficiência dos mercados de trabalho, VIII – eficiência dos mercados financeiros, IX – tecnologia disponível, X – dimensão dos mercados internos e externos, XI – sofisticação dos processos de produção e XII – inovação.

O ICG e o RCG são produzidos pelo Fórum Económico Mundial (FEM) fundado em Janeiro de 1971, em Genebra, sob o patrocínio da Comissão Europeia e de várias associações industriais europeias. O (FEM) é uma fundação sem fins lucrativos e é composto por políticos, académicos, jornalistas e empresários. (http://www.weforum.org/)

No ICG e RCG, os países em estudo são igualmente agrupados em três grupos, directamente ligados ao estágio de desenvolvimento das suas economias. Assim, países no primeiro estágio são aqueles menos desenvolvidos, onde predominam o trabalho pouco qualificado parcamente remunerado e o sector primário. Para este primeiro grupo concorrem essencialmente os pilares I, II, III e IV. À medida que um pais se vai tornando mais competitivo, teoricamente, segundo o ICG, dar-se-ão aumentos ao nível salarial e do desenvolvimento, e, em concomitância, do desenvolvimento de processos de produção mais eficientes. Assim, sendo a competitividade baseada numa maior educação e formação, os pilares de competitividade mais preponderantes são os V, VI, VII, VIII, IX e X. Por conseguinte, segundo o quadro teórico do qual o ICG emerge, o denominador comum dos países que encetam o terceiro grupo é o de que os factores que determinam os seus níveis de competitividade são essencialmente factores relacionados com a inovação e tecnologia de ponta incorporada nos seus processos produtivos. Desta feita, os pilares de competitividade em relevo são os XI e XII.

O principal critério de afectação dos países a cada um dos três grupos é o nível de PIBpc verificado. Assim, um país com um nível inferior a 2,000 pertencerá ao primeiro grupo, até 9,000 ao segundo e, finalmente, superior a 17,000 ao terceiro conjunto.

Analogamente, os pilares que concorrem para o sub-índice da dimensão dos requerimentos básicos são os I, II, III e IV, para o dos factores potenciadores de eficiência os V, VI, VII, VIII, IX e X e para o dos factores de inovação e sofisticação os XI e XII. De salientar o facto de que, no que às ponderações de cada um dos três sub-índices no ICG diz respeito, estes variam de acordo com o estágio de competitividade em que um pais se encontre.

Utilizando o método econométrico no intuito de aferir as ponderações dos factores que determinam a competitividade duma dada nação, os autores optaram pelas seguintes percentagens, respectivamente para os sub-índices dos requerimentos básicos, dos factores potenciadores de eficiência e dos factores de inovação e sofisticação: 60%, 35% e 5%, em países do primeiro grupo; 40%, 50% e 10%, em países do segundo grupo e 20%, 50% e 30%, no caso de países pertencentes ao terceiro agregado.

No que toca à escala eleita para expressar as variáveis, a saber, de 1 a 7, a metodologia que lhe está subjacente é o processo min-max e a fórmula empregue foi a seguinte:

formula1

Com o mínimo e o máximo a remeterem, respectivamente, para o valor mínimo e máximo observados no conjunto dos estados cobertos pelo ICG.

FONTE

Fórum Económico Mundial (2010), www3.weforum.org/docs/WEFGlobalCompetitivenessReport2010-11.pdf, 25/01/2011

AUTORIA

Bruno Damásio

Finalista do curso de Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (ISEG / UTL), investigador no Centro de Estudos Sobre África e do Desenvolvimento (CESA), inscrito no Mestrado de Econometria Aplicada e Previsão do mesmo instituto. Área de interesse: Econometria aplicada aos Estudos do Desenvolvimento.

Luís Mah

Investigador de Pós-Doutoramento no CEsA (2010-2013) e Doutorado em Estudos de Desenvolvimento (LSE, 2004).

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