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CEsA Rota do Escravo

"A Rota do Escravo" - História e Memória de África


Objectivos

Em 2012, o CEsA integrou nas suas actividades e instalações, cedidas pelo ISEG/UTL, o programa 2012-2014 do Comité Português do Projecto UNESCO A Rota do Escravo, criando na sua Linha de Investigação Estudos Africanos o Projecto A Rota do Escravo com o objectivo de apoiar e desenvolver as vertentes de investigação deste programa. Dois projectos de natureza e conteúdos diferentes que visam um objectivo comum, o estudo da problemática da escravatura africana em Portugal, centrada nos percursos históricos que foram fixando as mudanças verificadas na(s) identidade(s) nacional(is), e na identificação e salvaguarda de um património histórico e cultural, marcado pela presença secular dos africanos no país.

1. Museu da Escravatura de Lagos, projecto em curso que assenta na recente descoberta de um "cemitério" quatrocentista de escravos africanos nesta cidade algarvia, o mais antigo cemitério desta natureza existente (conhecido) no mundo e o único da Europa. A fórmula UNESCO «quebrar o silêncio» é aqui uma fórmula-chave para dar a conhecer a dimensão desse fenómeno secular que marcou a história de Portugal.

2. "Memórias de África em Portugal – séculos XV-XXI". Partindo da investigação iniciada por Isabel Castro Henriques, publicada na obra A Herança Africana em Portugal – séculos XV-XX, Lisboa, CTT, 2008 e, posteriormente, revista no Catálogo da Exposição (itinerante) “Os Africanos em Portugal – História e Memória (XV-XXI)”, Lisboa, 2011, este projecto que, compreende a escravatura de ontem como um legado universal actuante nos tempos de hoje, privilegia como noções estruturantes da sua pesquisa "estratégia africana", "liberdade", "herança", "memória social".

Ambos os projectos, perspectivados na longa duração e no quadro teórico da história global, partem da necessidade de proceder à identificação, definição e levantamento de itinerários, sítios, patrimónios materiais ou imateriais, reais ou virtuais, contribuindo assim para uma consciencialização do fenómeno da escravatura moderna e das formas que posteriormente emergiram, não só na esfera da dominação do Outro e da sua mercantilização, mas também na construção de um imaginário português, que frequentemente se pretende livre de preconceitos, “sem a mancha do racismo”. Um diálogo sobre as formas como o fenómeno da escravatura está presente nos quotidianos da vida social, através de múltiplas expressões, sejam da língua, sejam da estética, sejam da política, deve suscitar trabalhos científicos inovadores, permitindo um debate amplo e comparativo sobre os caminhos da investigação e da reflexão mundial relativos a esta problemática universal.

Resta assinalar que estes dois projectos, para além da sua dimensão nacional, se enquadram na criação de uma Rede Internacional de Sítios de Memória da Escravatura e do tráfico negreiro que visa a elaboração de uma "Carta Mundial dos Lugares de Memória da Escravatura e do Tráfico Negreiro", um já "velho" projecto do Programa UNESCO "A Rota do Escravo", que desde 1994 se desenvolve de forma sistemática à escala mundial.

 

Equipa

  • Investigadora Responsável: Profa. Doutora Isabel Castro Henriques
  • Doutora Christabelle Peters
  • Dra. Cristina Portella
  • Doutor Miguel Pais Vieira
  • Doutor Pedro Pereira Leite