CENTROS DE ESTUDOS AFRICANOS RESPONDEM À FCT
Em resposta à carta da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) que explicava as razões da extinção da área de Estudos Africanos das linhas de financiamento da instituição (ver aqui), os três centros de investigação especializados em Estudos Africanos – CEsA, CEA/ISCTE e CEAUP – reiteram a sua preocupação pelo processo que presidiu à atribuição de domínios e áreas científicas, que não consideram a especificidade das diferentes vertentes, englobadas pelos Estudos Africanos e dos Estudos de Desenvolvimento. Os centros sublinham ainda a necessidade de reunir com a FCT para discutir esta decisão unilateral que “vai contra o interesse de Portugal em reforçar as suas competências científicas em domínios em que pode ser competitivo face a outros países europeus tomados como referência”, lê-se na carta.
ler carta dos três centros em Estudos Africanos à FCT
MIGRANTES EM SITUAÇÕES DE CRISE: A EXPERIÊNCIA DA LÍBIA
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) acaba de lançar uma análise à vaga de migração resultante da revolução líbia. Desde Fevereiro de 2011, cerca de 790 mil trabalhadores migrantes, bem como as suas famílias, atravessaram as fronteiras da Líbia para fugir ao conflito e à onda de violência que se instalou no país. De acordo com a OIM, a fuga massiva de migrantes da Líbia representa uma das maiores crises de migração da história moderna. Antes da crise, existiam cerca de 1,8 milhões de trabalhadores migrantes na Líbia, o que significa que este movimento a larga escala tem implicações significativas para os países vizinhos na região, bem como no processo de reconstrução da própria Líbia. Para além de uma análise ao fluxo migratório da Líbia, a OIM apresenta algumas conclusões sobre a situação dos migrantes em situações de crise, em geral, e algumas lições aprendidas nas recentes revoltas árabes.
ler Migrants Caught in Crisis: The IOM Experience in Libya
A Cooperação para o Desenvolvimento dos países emergentes difere da Cooperação tradicional?
A crescente importância de países emergentes como China, Índia, Brasil ou África do Sul, aliados à actual situação financeira dos países ocidentais, têm transformado a paisagem política do continente africano, sobretudo na última década. Jonathan Glennie, jornalista do The Guardian, questiona qual o papel dos novos países em África e quais as diferenças da sua abordagem de Cooperação para o Desenvolvimento, relativamente à tradicional.
ler artigo
Quais os países mais preparados para a mudança?
O Índice da Capacidade de Adaptação à Mudança (em inglês: “Change Readiness Index”) classifica os países pela sua prontidão e gestão da mudança, respondendo a questões como: os líderes políticos são capazes de responder rapidamente a choques globais, como crises alimentares, financeiras ou de recursos naturais? Consultam regularmente o sector privado e a sociedade civil? O novo índice, elaborado pelo Overseas Development Institute (ODI) em parceria com a KPMG, coloca o Chile, Taiwan e Malásia no top 10 dos países em desenvolvimento mais preparados para a mudança, enquanto Zimbabué, Etiópia e Moçambique ocupam os últimos lugares da tabela.
aceder a mapa
Boletim Março/Abril 2012 da Fundação Portugal África
Já está disponível para consulta o boletim bimensal Março/Abril’12 da Fundação Portugal África. Integram esta edição artigos sobre a Cimeira da União Africana, as eleições presidenciais no Senegal e na Guiné-Bissau, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos e os grandes investimentos em São Tomé e Príncipe. Destaque ainda para uma análise das remessas de emigrantes portugueses em Angola.
ler boletim
Jornalistas africanos como impulsionadores da agenda de desenvolvimento
Os jornalistas africanos podem ser impulsionadores da agenda de desenvolvimento, nomeadamente na área da agricultura. A convicção é do presidente da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD, na sigla em inglês), Ibrahim Mayaki, que discursou no âmbito de um workshop da organização direccionado aos jornalistas em Addis Ababa, no início de Abril. Para o responsável, a definição de uma estratégia de comunicação é uma das prioridades do NEPAD de forma a criar uma parceria sustentável com os media em África.
ler mais
|