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palavras chave: advocacy, mudança social, desenvolvimento, ONG

A Sociedade é um grande mecanismo de mudança social. Porém, reconhece-se que há mudanças sociais que a Sociedade, por si só, não consegue enraizar no seu seio, ainda que sejam mudanças extremamente construtivas e contribuidoras, pois quem está no poder não recebe a mensagem. Ora, existe um mecanismo de mudança eficiente que é defendido, na maioria das vezes, por grupos de indivíduos sociais organizados, sem fins lucrativos – as ONG – denominado por Advocacy.

Advocacy ainda não tem uma tradução em português, no entanto, aproxima-se da ideia de defender ou advogar por uma causa. Advocacy caracteriza-se por argumentar contra “poderosos” a fim de defender causas e/ou interesses de uma sociedade (o facto de ser defendido, na maioria das vezes, pelas ONG, faz com que as ONG defendam os interesses das populações com as quais interagem). Segundo o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, as acções de Advocacy devem-se dirigir fundamentalmente a decisores políticos e legislativos e meios de comunicação social, não obstante ao longo caminho a percorrer para os atingir e actuar de modo realista e eficaz.

O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento estabelece as seguintes questões que são precisas tomar em conta para que uma acção de Advocacy seja eficaz:

_ Causa: qual é o problema que queremos resolver?

_ Objectivos: o que é que se pretende e em que prazos?

_ Público: quais são as partes interessadas e qual é o seu papel?

_ Mensagem: o que é que o público precisa de ouvir e de quem?

_ Mobilização: que tácticas vamos usar?

_ Recursos: o que é que existe e o que é necessário?

_ Avaliação: está a resultar face aos objectivos?

Então, para a acção de Advocacy ser eficaz temos que seguir ordenadamente todos estes passos: Estabelecer a causa que leva à identificação do problema e estabelecer o objectivo que permita mudar essa situação e se tem que se concretizar a curto ou longo prazo, é também importante quando se define o objectivo ter em conta aquilo que se quer alterar ou obter, quando vai ocorrer e quem fará acontecer. Só depois destes dois primeiros pontos estarem delimitados é que se procura encontrar as partes interessadas e qual será o seu papel na acção, isto é, quem se quer influenciar com as ideias-base da causa a fim de apoiar ou tomar decisões cooperativas para a causa. Depois de entender a causa, definir objectivos e identificar as partes interessadas é preciso elaborar uma mensagem que cause impacto e mobilize o público para acções a favor da causa. Resta estudar os recursos disponíveis para realizar a acção e os que faltam para que a acção não fique comprometida, e avaliar todo o processo permitindo concluir se o objectivo foi ou não alcançado com sucesso.

BIBLIOGRAFIA

Connecticut Association of Nonprofits Advocacy/Lobbying Toolkit, (2003). Advocacy vs. Lobbying, Coalition Building and Public Engagement. Acedido a: 24 de Junho de 2013

Patri, E., (2011). Relações governamentais, lobby e advocacy no contexto de public affairs. Organicom, nº14, p.129-144

Simonetti, Cecília et al. (2009). Guia de Advocacy e Prevenção em HIV/AIDS. Gays e outros homens que fazem sexo com homens. Curitiba-PR: Projecto InterAgir – Acções de Advocacy em HIV/AIDS para a comunidade de gays e outros HSH.

Azevedo, M. (2003). Advocacy em Rede. Acedido a 23 de Junho de 2013

AUTORIA

Daniela Marques Monteiro da Silva

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Desenvolvimento e Cooperação Internacional, da licenciatura em Administração Pública, da Universidade de Aveiro

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