Existem 300 Termos neste glossario. novo termo
Todos a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z
entradas
artigo
palavras chave: emergência, igreja, países lusófonos

Constituída em 1956, a Cáritas Portuguesa, enquanto serviço da Conferência Episcopal Portuguesa, é uma instância típica e oficial da Igreja para a promoção e dinamização da sua acção social. Inspirada na Sagra Escritura e na Doutrina Social da Igreja, visa a assistência, a promoção humana, o desenvolvimento sócio-local e a intervenção social em ordem transformação da sociedade. A organização rege-se por estatutos próprios, tem personalidade jurídica, civil e canónica. Por ser uma instituição canonicamente erecta, ao abrigo da Concordata, não necessita de publicação em Diário da República.

Desde 2002 que é reconhecida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros como ONGD. É membro da Caritas Internationalis (confederação de 162 organizações católicas de ajuda, de desenvolvimento e de serviço social a operarem em 201 países, em todo o mundo) da Caritas Europa (plataforma que congrega as Caritas de todos os países europeus) da Plataforma Portuguesa das ONGD (membro fundador), do Fórum não Governamental para a Inclusão Social, da Confederação Portuguesa do Voluntariado e da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. Pertence, também, ao Fórum das Cáritas Lusófonas.

A Cáritas Portuguesa, enquanto organização de âmbito nacional, não tem acção directa com beneficiários, à excepção dos programas de formação (cujos beneficiários são agentes da rede) e das actividades de cooperação e emergência. Cabe-lhe um papel de coordenação e articulação. Em Portugal, a rede Cáritas é composta por 20 Cáritas Diocesanas (entidades autónomas canónica e juridicamente) e pelos grupos locais de actuação de proximidade, cobrindo a totalidade do território nacional. Estes serviços dinamizam respostas sociais destinadas a pessoas e famílias que estão em situação de vulnerabilidade social e económica.

ACTUAÇÃO

A organização defende a construção de uma sociedade mais justa, com a participação de todos e todas que se regem pelo mesmo ideal, procurando, de modo particular, envolver os que são atingidos por qualquer forma de pobreza ou exclusão social, não esquecendo os que são vítimas de calamidades, naturais ou humanas, sem olhar a crenças, culturas, etnias ou origens.

Pretende informar, denunciar e sensibilizar a sociedade, propondo medidas de solução para problemas sociais graves, através de assistência e apoio nas emergências, a promoção da autonomia das pessoas, o apoio a processos de desenvolvimento local e de uma intervenção junto dos centros de decisão política. Actua ainda na formação de agentes de voluntariado e na conservação do meio ambiente sustentável.

No plano internacional, visa a actuação em situações de emergência e ainda a promoção da Cooperação Internacional com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste.

Entre os anos 50 até meados dos anos 70, as suas actividades centraram-se, fundamentalmente, na distribuição de géneros alimentares pela população portuguesa, doados pelos Estados Unidos da América e no acolhimento, em famílias portuguesas, de crianças vindas dos países do centro da Europa, no início das tensões da guerra fria no pós-guerra.

Entre 1970 e o ano 2000, desenvolveu programas de promoção social entre os quais se realçam: o apoio à criação de postos de trabalho, a criação e funcionamento de equipamentos sociais, a formação dos seus agentes, a actuação promovendo o desenvolvimento local e a intervenção junto dos centros de decisão política.

Actualmente, intervém nos domínios da animação pastoral, na formação dos agentes, na intervenção social, nas emergências e na cooperação para o desenvolvimento. Pretende informar, denunciar e sensibilizar a sociedade, propondo medidas de solução para problemas sociais graves, através da assistência e apoio de emergência, a promoção da autonomia dos indivíduos e a intervenção junto dos centros de decisão política. Visa ainda a formação de agentes de voluntariado e Cooperação Internacional, em parceria com outras instituições.

PROJECTOS

A Cáritas tem realizado projectos de qualificação e formação de técnicos de forma a capacitar as entidades que trabalham com pessoas em dificuldade de inserção social, como o projecto Convergências, desenvolvido (2002 a 2004), Envolver + (2003-05), ou Form@r em Rede (2005-08). E-qualificação (2008-2008) Destaca-se, também, o Centro de Recursos que é um núcleo divulgador de conteúdos e experiências, visando a promoção da qualidade da intervenção e a rentabilização dos recursos de todos e de cada um dos elementos da rede Caritas.

Desde 2008 até ao final de 2010, a Cáritas dinamizou o projecto Igualitas, de forma a promover a integração da perspectiva de género nas diferentes rotinas da rede Cáritas em Portugal. No biénio 2010-2011, com o projecto Qualintegra, a organização pretende implementar sistemas de gestão de qualidade na rede Cáritas no âmbito do Programa Formação-Acção.

Desde 2002 que realiza, anualmente, a operação “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz” cujo objectivo fundamental é sensibilizar a opinião pública para as questões da paz, da justiça e da solidariedade

No sector da cooperação para o desenvolvimento, várias acções foram desenvolvidas com os países Lusófonos, em áreas como: o desenvolvimento agrícola, a formação ou as actividades geradoras de recursos. A implementação dos projectos é sempre realizada pelos parceiros locais – Cáritas nacionais – de acordo com os princípios de cooperação estabelecidos pela Cáritas Internationalis, CEP e em articulação com outras instituições da Igreja. Os recursos financeiros provêm de campanhas específicas de recolha de donativos ou de candidaturas a projectos.

Nas situações de emergência internacional, a rede mundial da Cáritas, profundamente enraizada nas comunidades, permite uma actuação rápida e coordenada com as Igrejas e parceiros locais. Os princípios de actuação, que incluem normas básicas de gestão, de informação e de participação, asseguram acções consideradas prioritárias a favor das vítimas. Tem ainda como princípio inalienável fazer com que os recursos cheguem, efectivamente, aos seus legítimos destinatários, apoiando-se numa estrutura ágil e no respeito pelas orientações das nossas congéneres locais. Garante-se, também, o empenhamento no acompanhamento dos projectos implementados de modo a conseguir a sua necessária sustentabilidade.

A Cáritas tem como fontes de financiamento o aluguer de um edifício, o peditório anual da semana, os donativos e a imputação de despesas a projectos co-financiados. Apenas os relatórios de actividades referentes aos anos de 205 e 2008 estão disponíveis no site da organização. Não há registo de relatórios financeiros.

CONTACTOS

Praça Pasteur n.º 11 – 2.º Esq.

1000-238 Lisboa

Telefone: (+351) 218 454 220

Fax: (+351) 218 454 221

E-mail: caritas@caritas.pt

Site: www.caritas.pt

regulamento