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palavras chave: capacitação, Desenvolvimento Humano, género (desigualdades), representação, saúde reprodutiva

O IDG, que abrange 138 países, pretende possibilitar uma análise quantitativa das desigualdades ao nível do género.

O reconhecimento de que as desigualdades ao nível de género representam uma das principais obstruções ao desenvolvimento humano, levou há 15 anos atrás à elaboração de dois índices: o Índice de Desenvolvimento Ajustado ao Género (IDG) e a Medida de Participação segundo o Género (MPG).

A produção do IDG em 2010 teve na sua génese estes dois índices , produzidos pelo RDH de 1995 e é por isso uma evolução dos mesmos, ao responder a um conjunto de críticas lançadas à metodologia adoptada nos dois índices.

O IDG baseia-se em 5 indicadores relacionados com 3 dimensões e cujos valores variam entre 0 e 1. A dimensão do trabalho inclui o indicador da participação da força de trabalho; a dimensão da capacitação avalia os indicadores da realização educativa e da representação parlamentar e, finalmente, a dimensão da saúde reprodutiva, que remete para os indicadores da fertilidade adolescente e da mortalidade materna.

Do ponto de vista metodológico, o cálculo do IDG obedece a quatro etapas básicas.

Com,

TMM – Taxa de mortalidade materna

TFA – Taxa de fertilidade adolescente

PR – Distribuição dos assentos parlamentares por sexo

ES – Sucesso escolar (ensino secundário e superior)

TPMT – Taxa de participação no mercado de trabalho

Em primeiro lugar, há que agregar as dimensões concernentes ao género feminino e ao género masculino. Assim, pela média geométrica, aglutinam-se os indicadores das dimensões para o grupo das mulheres e para o grupo dos homens , pela seguinte fórmula:

Para as mulheres:

formula31

Para os homens: (4.2) formula32

A segunda etapa é a de, empregando a média harmónica das médias geométricas dos dois agregados, e , criar o índice de género distribuído igualitariamente, assim:

formula33

Intermediamente, o terceiro ponto é o cálculo da média geométrica das médias aritméticas de cada indicador, em suma, o padrão de referência ilustrado na equação que se segue:

formula34

Onde,

formula35;

formula36e

formula37

Por fim, a diferença relativa entre o índice de género distribuído equitativamente formula38 e o padrão de referência formula39 materializa-se no IDG, ou seja,

formula40.

FONTE

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010), hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2010/chapters/pt, 25/01/2011

AUTORIA

Bruno Damásio

Finalista do curso de Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (ISEG / UTL), investigador no Centro de Estudos Sobre África e do Desenvolvimento (CESA), inscrito no Mestrado de Econometria Aplicada e Previsão do mesmo instituto. Área de interesse: Econometria aplicada aos Estudos do Desenvolvimento.

Luís Mah

Investigador de Pós-Doutoramento no CEsA (2010-2013) e Doutorado em Estudos de Desenvolvimento (LSE, 2004).

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