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palavras chave: bem-estar, prosperidade, riqueza material

O Índice de Prosperidade (IPL) tem como objectivo incentivar não só os agentes políticos, como também as comunidades académicas, e ainda, em certa medida, as sociedades civis, a adoptarem uma perspectiva do conceito de prosperidade não circunscrita ao conceito de riqueza material. Assim, o IPL coloca enquanto cerne do conceito de prosperidade a interacção de factores relacionados com o crescimento económico e com o bem-estar dos cidadãos.

O IPL produz um relatório anual desde 2006 que conclui que a) os países que maior prosperidade alcançam são aqueles que têm democracias empreendedoras; b) têm mais hipóteses de progredir aqueles países que compreendem o conceito de prosperidade enquanto meta-numérico e c) a uma escala planetária, os rankings de prosperidade têm vindo a sofrer mutações consideráveis.

Existindo alguns índices análogos ao IPL, os autores sustentam, contudo, que parte da necessidade de edificação deste índice se prende com o facto de se entender que este é a única medida de prosperidade relacionada com o rendimento e com o bem estar dos estados, empregando, para tal, diversos conjuntos de indicadores, fundados em informação quantitativa e qualitativa, sobre a riqueza e sobre o bem estar.

O IPL é produzido pelo Legatum Institute ligado ao Legatum Group (LG) que surge no Dubai na década de 90 com o desígnio da promoção do esclarecimento dos investidores a propósito do desenvolvimento sustentável do conjunto da comunidade global.

A LG é uma organização global de investimentos que afecta verbas nos mercados mundiais, isto é, um hedge fund. Da estrutura do LG constam seis instituições, a saber, a Legatum Capital, a Legatum Ventures, o Legatum Center Massachusetts Institute of Technology, a Legatum Foundation, a Prosperity Ladder e o Legatum Institute, cada qual com o seu papel na engrenagem da LG, respectivamente, investimentos de carteira, criação de novos activos nos mercados de capitais, ligação com o mundo académico através do incentivo/financiamento de programas de empreendedorismo concebidos no seio do MIT, concessão de bolsas de microcrédito a organizações locais e alocação directa de capital.

O Legatum Institute, o último destes organismos dependentes do LG, trata-se de uma instituição que se auto-designa enquanto promotora e estudiosa de um conceito abrangente da prosperidade global. Na prática, o principal contributo do Legatum Institute para tal ensejo traduz-se na elaboração do Índice de Prosperidade Legatum (IPL), disponível em www.prosperity.com.

O IPL procura hierarquizar um conjunto de 110 países, intentando, assim, comensurar os níveis de riqueza e de bem estar verificados nos mesmos, isto é, averiguar em que medida os estados são prósperos.

Numa perspectiva prática, o IPL é o resultado da média de 8 sub-índices: o da Economia, o do Empreendedorismo e Oportunidades, o da Governação, o da Educação, o Saúde , o da Segurança, o da Liberdade Pessoal e o do Capital Social. Assim, empregando 89 variáveis no conjunto dos 8 sub-índices, procura inquirir a magnitude do efeito que tais variáveis exercem sobre cada um dos sub-índices. www.prosperity.com/downloads/2010ProsperityIndexTechnicalAppendix.pdf

Cada sub-índice dá-nos uma dupla informação: em que medida é que as variáveis concorrem para o rendimento e em que medida é que as variáveis competem para o bem-estar. Através de sucessivas regressões, procura-se determinar o nível de significância que cada variável tem em cada sub-índice, sendo que a decorrente informação estatística nos indica o grau de correlação entre um maior rendimento e um maior bem-estar.

Com efeito, em cada um dos sub-índices estão patentes duas regressões, uma cuja variável dependente é o rendimento, e outra cuja variável explicada é o bem-estar subjectivo, regressões essas que estimam a ponderação de cada variável nos respectivos sub-índices.

Logo, considerando não só que as variáveis se encontram em diferentes escalas de grandeza, bem como o facto de que os sub-índices se encontram confinados a uma escala em que a média é 0, as variáveis têm que ser estandardizadas, para que se possa proceder a uma comparação entre as ditas. Para tal, utiliza-se a seguinte fórmula:

formula49

Com,

formula50 - valor da variável , formula51 - o valor médio e formula52 - o desvio padrão de formula50

formula49

FONTE

Instituto Legatum (2010), www.prosperity.com/downloads/2010ProsperityIndexFullReport.pdf, 25/01/2011

AUTORIA

Bruno Damásio

Finalista do curso de Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (ISEG / UTL), investigador no Centro de Estudos Sobre África e do Desenvolvimento (CESA), inscrito no Mestrado de Econometria Aplicada e Previsão do mesmo instituto. Área de interesse: Econometria aplicada aos Estudos do Desenvolvimento.

Luís Mah

Investigador de Pós-Doutoramento no CEsA (2010-2013) e Doutorado em Estudos de Desenvolvimento (LSE, 2004).

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