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palavras chave: Cooperação para o Desenvolvimento, Educação para o Desenvolvimento, países lusófonos, voluntariado

O ISU teve origem em 1989 a partir da acção de um grupo de estudantes universitários portugueses que, constatando as lacunas existentes no voluntariado universitário e no intercâmbio cultural entre os países africanos lusófonos, na realidade portuguesa e na das entidades dadoras, decidiu levar à prática um projecto de solidariedade e cooperação universitária. Inicialmente reconhecida apenas como Associação Juvenil de Âmbito Nacional, o instituto está actualmente constituído também como ONGD e pertence, desde 1991, à Plataforma Portuguesa das ONGD, onde desempenhou cargos de direcção desde 1997.

Os principais objectivos do ISU são a promoção de uma cultura de solidariedade e voluntariado junto da população juvenil portuguesa e africana, o aumento dos níveis de participação juvenil e consequente diminuição das situações de exclusão.

Na prossecução dos objectivos, o leque de actuação do ISU desenvolve-se com base em quatro eixos estruturantes: o Voluntariado, a Cooperação para o Desenvolvimento, Educação para o Desenvolvimento e a Exclusão Social. A actuação nestas áreas deu origem a quatro diferentes áreas de actuação: o Gabinete de Apoio ao Estudante, o Espaço Alta de Lisboa, o Centro de Formação para Voluntariado e o Gabinete de Cooperação. Com sede em Lisboa, o ISU desenvolve as suas actividades em todo o território nacional e dirigidas à população universitária portuguesa e africana.

Desta forma, desenvolve a sua actividade em Portugal, Cabo Verde, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, nas áreas da educação, microfinanças, formação profissional e empreendedorismo, desenvolvimento comunitário, saúde e desenvolvimento rural.

PROJECTOS

O ISU iniciou o seu trabalho em 1989 na área das migrações, desenvolvendo acções que visavam promover a integração social de estudantes africanos que se encontravam a estudar em Universidades em Lisboa. Na sequência do trabalho desenvolvido com estudantes africanos em Portugal, o instituto iniciou, no final dos anos 90, a sua actuação na área da Cooperação para o Desenvolvimento.

Começou os primeiros contactos institucionais em Angola e na Guiné-Bissau que culminaram na elaboração do primeiro projecto de cooperação, em parceria com a ONGD italiana ICU e o Ministério da Solidariedade, no Lobito, em Angola: o Projecto de Cooperação para Mutilados de Guerra, com a dinamização de uma Escola Profissional de Alfaiataria, Carpintaria e Sapataria (1997-2000).

Em 1998 é lançado o primeiro projecto de Voluntariado para a Cooperação em Angola, com o envio de 10 voluntários universitários, onde surgiu a identidade forte que persiste até aos dias de hoje dos Projectos Nô Djunta Mon.

O Gabinete de Cooperação passa a organizar a formação de voluntários para os Projectos Nô Djunta Mon (NDM), que promove na Guiné-Bissau e em Cabo Verde. Contando com o apoio de vários parceiros locais (DIVUTEC, Missões Católicas, Instituto da Juventude, RENAJ, AD, Atelier Mar, Caritas, entre outros), o NDM conta inicialmente com o apoio do Programa Lusíadas do Instituto Português da Juventude, mas depressa desenvolveu uma estratégia autónoma de angariação de fundos, que passa pela realização de campanhas, concertos, venda de produtos e negociação de subsídios e que envolve todos os anos um número considerável de voluntários.

Na sequência do trabalho desenvolvido pelo ISU na área da Educação nos projectos NDM, surge a possibilidade desenvolver um novo projecto de Cooperação para o Desenvolvimento de Apoio à Educação no Interior da Guiné-Bissau e de Apoio ao Ensino Básico em Angola (2000-2004), em parceria com a ESE de Viana do Castelo, a Fundação Evangelização e Culturas, a Fundação Calouste Gulbenkian e o IPAD – Instituto de Apoio ao Desenvolvimento.

A partir de 2002, o Gabinete de Cooperação alarga as suas áreas de intervenção e públicos-alvo, desenvolvendo projectos em áreas como a formação profissional agrícola, o microcrédito, a inserção social de crianças e mulheres de rua e o combate à desnutrição e a segurança alimentar.

Já a área da Educação para o Desenvolvimento, assume-se como uma área transversal a todos os âmbitos de intervenção do ISU, existindo porém projectos específicos como a Rede Nacional de Consumo Responsável e Territórios Sustentáveis.

FINANCIAMENTO

Os principais financiadores da associação são a UE – União Europeia (EQUAL, JUVENTUDE, Delegação da Comissão Europeia em Cabo Verde), o Estado português (IPJ – Instituto Português da Juventude, Câmara Municipal de Lisboa, MTSS – Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, IEFP – Instituto do Emprego e da Fomação Profissional, ACIDI – o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural e IPAD – Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento); a Cooperação Belga (DGCD), a Cooperação Espanhola (AECI), o Fundo das Nações Unidas para a População, a Fundação Calouste Gulbenkian e a CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Apenas o Relatório anual de Actividades e contas de 2009 está disponível no site da instituição.

CONTACTOS

Travessa do Possolo, nº 11 –3º

1350-252 Lisboa

Telefone: (+351) 21 395 78 31

Fax: (+351) 21 390 72 06

E-mail: geral@isu.pt

Site: www.isu.pt

BIBLIOGRAFIA
  1. Lopes, E. e Batista, C. (2010), Manual de Diagnóstico e Avaliação de Percursos de Inserção; ISU e Centro Social Renascer
  2. Projecto O Microcrédito Como Forma de Luta contra a Pobreza – Reforço e Capitalização de Boas Práticas (2010); Manual Introdutório para Técnicos e Animadores de Microcrédito; ISU, DIVUTEC, Cáritas de Cabo Verde
  3. Lopes, E. (2010); O Tecto é o Céu e o Chão é a Rua – estudo exploratório da prostituição de rua no Lobito – perfis, mutações e perspectivas; ISU e Centro de Estudos de Serviço Social e Sociologia da Universidade Católica de Lisboa
  4. Projecto No Kume Sabi (2010); Livro de Receitas no Kume Sabi; Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora Aparecida e ISU.
  5. Rede Nacional de Consumo Responsável (2008); (In)formar para Mudar – Fichas Didáctico-Pedagógicas; ISU e Associação Reviravolta
  6. Rede Nacional de Consumo Responsável (2008); Manual para o Voluntariado em Consumo Responsável; ISU e Associação Reviravolta.
  7. Projecto e-re@l (2007); Gestão de Percursos Sociais; ISU
  8. ISU (2005); Formação em Voluntariado – Manual do Formador; com acompanhamento técnico do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado
  9. Miranda, R. (s/d); Responsabilidade Social das Empresas e Desenvolvimento: o caso da Nigéria, El Salvador e Filipinas; ISU, ICEP, ICU
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