A Conferência Geral da UNESCO aprovou em 1993, na sua 27ª sessão, por proposta do Haiti e de países africanos, a criação do Projecto “A Rota do Escravo” (Resolução 27/C/3.13). O projecto foi oficialmente lançado em 1994, na cidade de Ouidah, no Benim, tendo como preocupação central contribuir para uma revisão da história da escravatura e do tráfico de escravos no mundo, no quadro dos valores da UNESCO.

O projecto assenta em cinco pilares:

  • Cumprir o dever de memória;
  • Promover o pluralismo e o diálogo intercultural;
  • Favorecer a instauração de uma cultura de paz e coesão social
  • Estimular a construção de novas identidades e cidadanias oriundas do tráfico negreiro e da escravatura;
  • Estabelecer as verdades históricas sobre os fenómenos desta natureza.

O Comité Português do Projeto UNESCO A Rota do Escravo nasceu no quadro desta iniciativa, por proposta de Isabel Castro Henriques, membro do Comité Científico Internacional deste projecto, desde 1995. Apoiado pela Comissão Nacional da UNESCO em Portugal, e homologado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros em 1998, o Comité Português integra investigadores de diferentes formações e competências, promovendo múltiplas actividades sobre estas problemáticas, nas esferas da educação, da cultura, da ciência e da comunicação, para estimular a reflexão e o debate na sociedade portuguesa.

A concretização dos seus trabalhos assenta no estabelecimento de parcerias com diversas entidades públicas (autarquias, universidades, bibliotecas) e privadas, nacionais e internacionais, em especial com os países da CPLP.

O Comité Português desenvolve uma acção regular através da realização de conferências, de workshops, de publicações, de exposições, de produção de materiais didácticos e de outras iniciativas relevantes no âmbito dos seus objectivos.

O Comité Português O Projecto UNESCO “A Rota do Escravo” está sediado, no Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento, do Instituto Superior de Economia e Gestão (CEsA-ISEG).