Ásia Oriental
Boletim trimestral de informação económica sobre a Ásia Oriental
vol. 2; nº 4; 4º Trimestre/1998 (Out.); ÚLTMA EDIÇÃO

Edição do CEsA - Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento

(continuação)

Tailândia - FICHA INFORMATIVA DA ECONOMIA

Situação política

Depois de, durante vários anos, o país estar várias vezes na ribalta dos noticiários devido à sua instabilidade política e de esta ter prejudicado gravemente a situação económica --- a tal ponto que fez dela o "elo mais fraco" de uma situação regional que descambou na crise mais grave por que ela passou ---, parece que se encontrou o caminho que permitirá à Tailândia recuperar dos males económicos de que padece actualmente.

A manutenção desta estabili-dade é essencial para o completo restabelecimento da situação económica cujo começo se antevê já para o próximo ano.



Situação económica

O país parece estar agora no mais fundo da crise que tem vindo a atravessar desde há mais de dois anos ---- com agravamento dramático a partir de 2 de Julho de 1997.

De facto, os dados mensais da produção e das importações parecem estar agora a estabilizar. A não ser que haja um agravamento generalizado da situação na Ásia --- e não só... ----, é provável que se venha a assistir, dentro em breve, ao inverter do ciclo graças à política económica que tem vindo a ser seguida e aos apoios financeiros do FMI e demais credores.

Produção

Depois de um abrandamento da taxa de crescimento do PIB de 7,7% em 1996 para 0,5% em 1997, a produção do país diminuiu -6,0% em 1998, valor que iguala o da Coreia mas que fica muito aquém dos -14% (!) da Indonésia --- estes são os "três FMI" da região, i.e., os três países com apoio financeiro massivo prestado pelo Fundo.

As estimativas são de que em 1999 o país já tenha uma taxa de crescimento de 2,5% graças, nomeadamente, à reconstituição de stocks que se adivinha.

Comércio internacional

Depois de um saldo da balança comercial de uns "míseros" +1,5 biliões de USD em 1997, a forte queda das importações, acompanhada por uma quase estabilização das exportações, permitirá que a Tailândia registe este ano um saldo comercial de cerca de +17 biliões USD.

Esta evolução foi essencial para se alcançar um saldo da BTC deste ano que se espera que venha a ser de 12 biliões (compare-se com a média de -8,4 biliões em 1991-95 e com a de -15 de 1996).

Inflação

As dificuldades financeiras que o país atravessa e a desvalo-rização do baht parecem ser as responsáveis pelo aumento dos preços em 8,5% durante este ano.

Para 1999 espera-se uma taxa de inflação de 4%.



Moeda

O "aperto monetário" iniciado com o programa de estabilização financiado pelo Fundo Monetário Internacional e outros credores continua. Por isso a taxa de variação da M2 conheceu recen-temente uma nova queda, agora para os 13,4% (Jun98/Jun97).



Taxa de juro

A aplicação da política tradicional do FMI de um grande controlo do crédito através, nomeadamente, da prática de uma política de taxa de juro elevada é a responsável pelas altas taxas que defrontam os agentes económicos do país: cerca de 10,5% no curto prazo e uma prime rate de 14,5%. Este último valor representa uma ligeira descida em relação ao mencionado no Boletim anterior e que era de 15,5%.



Taxa de câmbio

A taxa de câmbio do baht era, em fins de Setembro, de THB 39,5/USD, o que significa uma apreciação compara-tivamente com a taxa do final do ano de 1997 (THB 46,7/USD).

Estima-se que ela se mantenha sensivelmente neste valor durante o ano de 1999.

O câmbio em relação ao escudo é agora de cerca de PTE 4$20/THB.



Reservas cambiais

As reservas cambiais do país situam-se actualmente em cerca de 26 biliões de USD.

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Última versão: 15 de Outubro de 1998