ANA BENAVENTE «Classificação não representa realidade» No dia em que foi divulgado o «ranking» das escolas secundárias, pelo Ministério da Educação, Ana Benavente, antiga secretária de Estado da Educação, atribuiu nota negativa à existência desta lista.
13:31 07 de Outubro 02
Para além das notas internas e dos exames nacionais, o «ranking» das escolas secundárias para 2002, apresentado pelo Ministério da Educação, tem este ano um novo critério de avaliação: o contexto sócio-cultural onde os estabelecimentos de ensino se inserem.
No entanto, a classificação não agradou a Ana Benavente (na foto), antiga secretária de Estado da Educação. «A própria concepção de classificação não me parece de modo algum a melhor maneira de formular exigências e de valorizar o trabalho bem feito», considera.
«O meu desabafo, quando vi esta lista, foi 'finalmente conseguiram pôr as escolas como a Liga dos Campeões' em que, para que haja primeiros, tem sempre que haver últimos», afirma Ana Benavente.
«Acho que esta classificação ainda não está suficientemente fundamentada e a dar conta da realidade, como o próprio coordenador do estudo reconheceu, para que o Ministério possa assumir responsabilidade pelos efeitos perversos e negativos que esta publicação pode ter e que teve noutros países que trilharam este caminho», acrescenta a antiga secretária de Estado.
Ana Benavente lança ainda uma última crítica: «Acho lamentável que nós não possamos aprender com as experiências positivas e negativas dos outros e tenhamos sempre que repetir os erros».
Luís Santos Segunda-feira, 07/10/2002 às 15:29 É muito fácil criticar sempre pela negativa e destruindo quando se está na cómoda posição de ser-se oposição.O que é um facto é que em muitos casos a mesma escola que em anos anteriores estava melhor classificada,e sei de algumas, este ano entraram em queda livre. E tudo porque entre outros variados factores, como a qualidade e ambição dos alunos, os professores e respectivos conselhos directivos deixaram-se pressionar pelas associações de pais e até autarquias, no sentido de subirem as notas sem o adequado grau de exigência, promovendo-se assim deste modo o facilitismo.Facilitismo este que originou a discrepãncia entre a avaliação de frequência e as notas dos exames...Não sendo rigorosa esta classificação das escolas, porque existem vários factores aleatórios,já será contudo um bom indicador, sobretudo se compararmos as condições das primeiras com as condições das últimas e seus históricos. (Outros Comentários)