O Ministério Dá Os Incentivos [às Escolas], Dá Os Apoios, Tenta Ajudar. Depois, Temos de Ter Resultados
Domingo, 6 de Outubro de 2002
Esta foi uma primeira aproximação, um primeiro exercício e, como tal, vale o que vale. Mas foi um esforço orientado no sentido da seriedade e do rigor. No entanto, tirar conclusões deste estudo exige cuidado, porque há de facto disparidades num mesmo concelho que têm de ser consideradas e que o estudo não considera
Não obstante os determinismos de carácter social e cultural, há escolas que conseguem superar-se. Esta conclusão rompe com o determinismo social que está subjacente ao discurso contra os "rankings"
Os resultados muitas vezes dependem mais de factores de liderança das escolas, da qualidade dos professores, das dinâmicas e projectos que as escolas têm, do que dos contextos sociais e regionais em que estão inseridas
Há duas disciplinas que são mais discriminantes, em que a variância associada a factores sócio-culturais é, em termos estatísticos, maior: a Biologia e a Matemática
Não podemos é inferir que enquanto não mudarmos as condições sócioeconómicas, não teremos resultados. Esse raciocínio determinista é que é grave. Mesmo na Matemática temos escolas em zonas desfavoráveis e com bons resultados
Nas escolas mais exigentes os alunos têm muito melhores notas nos exames, mas podem não entrar na Universidade porque noutras escolas os professores deram notas altas internas a alunos piores
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