Comissão Europeia Preocupa-se com a Fuga de Cérebros
Quarta-feira, 26 de Novembro de 2003
Apenas 25 por cento dos investigadores europeus que vão para os Estados Unidos fazer o doutoramento entre 1991 e 2000 planeiam regressar aos seus países, revela um estudo ontem apresentado pela Comissão Europeia. A fuga de cérebros e a continuada diferença no valor do investimento em investigação e desenvolvimento entre a Europa, os Estados Unidos e o Japão são duas grandes preocupações apresentadas ontem pela Comissão Europeia, e que deverão estar em debate hoje e amanhã no Conselho de Ministros da Competitividade.
Para evitar a fuga de cérebros, a Europa tem de investir em melhores condições de trabalho e em criar melhores perspectivas de carreira para os seus investigadores, e também dotar-se de tecnologias de ponta e facilitar o acesso a elas, disse o comissário europeu para a Investigação, Philippe Busquin, ao apresentar o relatório dos índices de ciência, tecnologia e inovação na União Europeia em 2003/2004, que pela primeira vez contém os dados dos países candidatos à adesão.
A proposta de Busquin é que as nações da União Europeia (EU) fixem como objectivo a existência de oito investigadores por cada mil cidadãos no mercado de trabalho, até 2010. Actualmente, essa relação é apenas de cinco por mil.
O investimento europeu em investigação é outra preocupação: este ano, a UE dedicou dois por cento dos seus recursos à investigação (1,9 por cento, se for considerada a futura União de 25 estados), enquanto os Estados Unidos gastaram 2,8 por cento e o Japão 3,1 por cento.
Além disso, a Europa atrai cada vez menos financiamento norte-americano, em termos de projectos de investigação e desenvolvimento: em 1991, a Europa representava 80 por cento das despesas totais em investigação e desenvolvimento feitas por empresas norte-americanas no estrangeiro. Hoje, a Europa representa apenas 70 por cento desse dinheiro, noticia a
AFP.
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